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Queda de patentes de medicamentos transforma o mercado farmacêutico
26.07.2010 A queda de patentes de importantes princípios ativos internacionais está transformando o mercado brasileiro. A Pfizer confirmou a informação de que fechou uma parceria com o laboratório brasileiro Eurofarma para lançar uma versão do Lipitor, medicamento usado no combate ao colesterol que deve ter queda de patente a partir de dezembro. A ideia da empresa é proteger os medicamentos que vão perdendo patente.
Neste momento, as indústrias farmacêuticas se mobilizam para produzir e vender o genérico do Viagra, destinado à disfunção erétil, a um preço reduzido. Logo que perdeu a patente do princípio ativo do Viagra (o Sildenafil), no dia 20 de junho, a multinacional assumiu uma postura agressiva no mercado, reduzindo o preço do medicamento em 50% . As farmacêuticas que atuam no segmento de genérico estão "correndo" para colocar no mercado o produto com preço 35% mais barato do que o novo valor anunciado pela Pfizer. A brasileira Germed, do grupo EMS, "saiu na frente" e colocou o genérico do Viagra nas prateleiras na semana passada. A empresa investiu cerca de R$ 20 milhões em pesquisa para o lançamento do medicamento. "Até o final deste ano, o volume dos medicamentos baseados no Viagra deve ser triplicado," afirma o diretor presidente da Germed, José Cosme dos Santos. Tanto a Teuto quanto a Medley também devem colocar seus genéricos do Viagra nas ruas neste segundo semestre. A Geolab prevê o lançamento do seu Viagra no segundo semestre do ano que vem, quando lançará também o genérico do Lipitor. O laboratório Sandoz preferiu não dar informações sobre preço ou data de lançamento. A empresa recebeu dois registros de medicamentos que contêm Sildenafil: um é para a produção de genérico e o outro, para fabricação de um similar. A Eurofarma, uma das maiores indústrias farmacêuticas do País, não tem definição quanto à fabricação do genérico do Viagra e, por enquanto, não comenta o assunto. EXPANSÃO Com o fortalecimento do setor farmacêutico em 2010, as indústrias investem em lançamentos e em expansão. O laboratório brasileiro Teuto, por exemplo, deve lançar ainda este ano 100 medicamentos. Atualmente, a empresa investe 7% do seu faturamento em pesquisa e desenvolvimento de produtos. Em 2009, a Teuto faturou em média R$ 300 milhões. "Para todos os produtos que sofreram com a queda de patentes teremos um genérico. Dentro da companhia contamos com um projeto chamado Projeto Patente - um grupo de pesquisa para avaliar todas as patentes que vão cair", explica o gerente de Marketing da Teuto, Aurélio Ramos. A farmacêutica Germed prevê o lançamento de 15 medicamentos este ano, expansão de linha e aquisição de uma nova marca. Em 2009, a Germed faturou R$ 193 milhões. Este ano, o objetivo é ultrapassar a marca de R$ 300 milhões. Em média, a companhia investe entre R$ 10 a R$ 15 milhões para o desenvolvimento de cada medicamento. "Vamos lançar todos os genéricos que terão queda de patente. Por questões estratégicas, não falamos de datas ainda", explica o diretor presidente, José Cosme dos Santos. Neste segundo semestre, a Germed também vai às compras e anuncia que deve fazer uma aquisição. "Queremos comprar uma companhia que atue no ramo farmacêutico, em segmentos como, por exemplo, endocrinologia, oftalmologia e dermatologia", enfatiza o porta-voz. A Eurofarma, por sua vez, acabou de adquirir (na semana passada) a indústria farmacêutica Gautier, que é a sétima maior indústria farmacêutica uruguaia, cuja atuação é forte no Paraguai e também na Bolívia. Fonte: DCI |
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