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Indústrias Farmacêuticas inovam na embalagem dos medicamentos
14.06.2010 A indústria farmacêutica investe em novos formatos de embalagens de alumínio para medicamentos e não mede esforços para atender as rigorosas demandas dos laboratórios e observar regulamentações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Da gravura das especificações sobre o conteúdo aos recursos de acabamento, com o uso de várias cores e texturas que realçam a qualidade visual do produto, passando por variações na espessura das chapas e folhas de alumínio e ajustes que facilitam a abertura e o manuseio pelo consumidor, as mudanças implementadas abarcam todos os tipos de embalagens para medicamentos, como blister, strip, sachês, membrana para frascos e bisnagas para creme e gel. As folhas de alumínio estão sendo cada vez mais utilizadas pelos fabricantes de embalagem por causa das vantagens em relação a outros tipos de materiais. Por causa da impermeabilidade, resistência à corrosão e opacidade, o metal impede a oxidação - fundamental para a conservação do medicamento. Do contrário, há o risco de comprometer o princípio ativo. ”Além de ser uma excelente barreira aos fatores de risco, o alumínio se destaca por inibir violações”, acrescenta Fábio Caveiro, coordenador do Grupo Setorial de Folhas da Associação Brasileira do Alumínio (Abal). "O alumínio é uma embalagem bastante segura. Se houver violação, o consumidor pode perceber facilmente." BISPHARMA No mercado há 22 anos e com 80% de sua receita gerada por contratos firmados com a indústria farmacêutica, a Bispharma Packaging, de Pedreira (SP), fabrica bisnagas para envase de semissólidos, como cremes, pomadas e gel. De acordo com Lúcia Decot Sdoia, diretora de sistema de gestão integrada, as embalagens estão ganhando cores e pequenas variações no tipo de tampa e bico, que facilitam o manuseio. "Desenvolvemos tampas que mantêm a bisnaga em pé, além de outras fluorescentes, que permitem a aplicação do produto durante a noite." A empresa implementou sistema de gestão integrada de qualidade no seu processo fabril, que contempla o monitoramento e qualificação de todos os fornecedores de insumos, bem como o treinamento de pessoal. Lúcia ressalta que as medidas agregam valor ao produto final e atendem os requisitos dos cerca de 70 laboratórios de sua carteira de clientes. EMPAX A Empax Embalagens, fabricante de blister (cartela que acondiciona comprimidos) e laminados para efervescentes, aplicou cerca de US$ 500 mil na aquisição de equipamentos que permitem a impressão colorida em frente e verso das informações sobre os medicamentos, tais como princípio ativo, lote, data de fabricação, prazo de validade, fabricantes, entre outras. Trata-se de um requisito dos laboratórios que vem ganhando força no mercado brasileiro, segundo Elias Landsberger, presidente da empresa. A recomendação tem como objetivo dificultar a falsificação, sobretudo dos medicamentos mais caros. "Uma boa impressão exige habilidade e tecnologia, principalmente quando utiliza várias cores", explica Elias. O maquinário adquirido pela empresa permite a gravura em até oito cores na embalagem de alumínio. ALUMINIUM No ramo, alguns fabricantes também já trabalham com espessuras de alumínio diferentes, para aumentar o rendimento da embalagem. É o caso da Aluminium, em cuja linha de produção já se nota a presença de folhas e chapas de 21 microns, que Israel Souza, diretor comercial e industrial da empresa, aponta como uma tendência no mercado. O rendimento desse alumínio chega a ser, em média, 20% superior ao de 25 microns. A empresa tem no seu portfolio de ofertas blister, strip e laminados para sachês, estes últimos aplicados em medicamentos de dose única. No ramo de fármacos, o carro-chefe é a linha de blister, responsável por 25% da produção, que abastece uma carteira formada por aproximadamente 20 laboratórios. "Este ano, pretendemos iniciar a oferta de uma linha para efervescentes", revela Souza. A operação da Aluminium conta com uma sala limpa, resultado de um investimento de R$ 1,4 milhão e um modelo de gestão que contempla 126 procedimentos aplicados em todo o ciclo produtivo, desde a entrada da matéria-prima até a saída do produto final. A empresa também adquiriu maquinário de aplicação de verniz especial para selagem em plásticos PVC e PVDC. Souza estima em R$ 400 mil o investimento feito continuamente para confecção de materiais utilizados na prospecção de novos clientes. Fonte: Valor Econômico |
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